quinta-feira, 1 de março de 2012

Clarice falando por mim



Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tagarelando

As mulheres e sua terrível mania de falar demais. Fala quando deve e principalmente quando não deve. 
Tem que saber ouvir antes... A gente esquece que tem duas orelhas e uma boca pra isso né? 


Mulher morre pela boca. É impressionante. Mas a arte de saber medir palavras é difícil. Saber quando falar e o que falar. Eu não posso falar muito porque sofro bastante desse mal. É a consequência de ser sincera demais, não se importar com o que as pessoas vão achar e/ou pensar das minhas opiniões. Mas também acabo mordendo a língua de vez em quando... Volto atrás no que eu disse ou então me arrependo de ter falado pouco. O problema das pessoas sinceras é achar que todas as outras pessoas também são.

Eu falo muito. Sou tagarela assumida! Tenho mais de 7.100 tweets no meu twitter! Vai gostar de falar assim em outro planeta. Confesso que tenho que aprender a me controlar. Não o fato de twittar demais, isso é besteira. Mas, essa coisa de falar pelos cotovelos me incomoda as vezes. Imagina o ouvinte? Hahaha... Se bem que o perfil de mulher que fica só ouvindo não é muito o meu. Difícil é ter o controle nas palavras, no momento certo em dizê-las, por onde e para quem são ditas. Eu não meço. Eu falo e já foi dito e pronto. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ex é pra sempre

Não adianta. Ex é pra sempre.
Quando você namora, ele é seu companheiro naquele momento. Namorado é passageiro, mas ex é eterno.
O ex é especialista nos quesitos de fazer você achar que nunca mais vai namorar de novo e que você não irá encontrar uma pessoa tão boa quando ele nem tão cedo para ocupar o cargo vazio. Entretanto, a função principal do ex namorado é te fazer raiva. Esse ponto é indiscutível porque mesmo depois de meses, e até mesmo anos, você continua se importando e se aborrecendo, com uma intensidade diferente, claro. 
É fácil aderir o desapego. Difícil é aceitar, viver. O defeito do ser humano, de um modo geral, é de ter as pessoas no sentido de posse. O famoso pronome possessivo MEU. É aquilo que foi SEU, não é mais e que agora pode ser de uma biscate qualquer. Complicado né?
Outra parte chatinha dessa história é a de que o seu ex te conhece até nos mínimos detalhes. Quantas pessoas além dele, sabem que você gosta do seu hambúrguer sem alface e que o seu suco é sem açúcar? 
Querendo ou não, fim de relacionamento é uma transformação e tanto. De amigo íntimo para estranho fora do ninho.
E quando acontece o reencontro? Pura dose de adrenalina! Sempre será do jeito que você menos espera... É bom estar sempre preparado pra tudo. Pode acontecer o famoso e temido flash back entre os dois, como também ele pode estar de romancinho com quem você nunca imaginou. No mais, é importante não perder o equilíbrio e exalar todo o carisma que Deus lhe deu. 
Relacionamentos terminam para você aprender a dar valor a um tal de amor próprio. Esse que a gente esquece  quando menos deveria. Mas não adianta sair por aí super se amando e pisando em tudo.
Abre o olho, muda de caminho. Estabeleça novas metas, renova o visual, conheça novas pessoas! Tem tanta gente por aí querendo ser amado e cheio de amor pra dar... Saiba o que procura e onde procura. Mas se ame em primeiro lugar! Nesse mundo só fica sozinho quem quer.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

The beginning


E quem disse que se escolhe dia pra se apaixonar?
Paixão tem disso... Deveria ser que nem remédio, porque uma paixão bem dosada cura qualquer solidão pesada. Mas, infelizmente esse é o tipo de coisa que chega chegando e quando você vê, já foi. Não se pode mais ouvir música só com a intenção de escutar e curtir o som. A música tem que tocar pra te fazer roer e pensar na pessoa, te obrigando a mandar sms com trecho e tudo mais. E se o destinatário não responder? Aí você repete a música 10, 15... 20 vezes se for preciso!
Essas coisas de paixão faz a gente reviver os nossos 13 anos. Lógico que nessa idade em bem mais espontânea a vontade em fazer certas declarações e até mesmo em dizer certas coisas. Depois de velha, a pessoa fica presa, travada, mede a palavras, pensa 2 vezes ou mais. Mas ainda assim, se sente com 13 aninhos, cheio de 'frescurinhas' e 'mimimis'. 
A tal da paixão é muito boa. Ninguém planeja, não há cobrança, nem tanta expectativa. 
Geralmente os apaixonados se jogam, deixam ser levados...
É desse jeito que o tempo transforma tudo no temido amor. Quem disse que o apaixonado tem medo de amar? Ele já tá tão fundo, tão leve, que não sabe nem dizer quando, como e porque aconteceu.
Tá vendo? Não é questão de escolha. É permissão... Aceitação.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ugly Truth


Tô cansada de repetir pra mim que bonzinho só se lasca. Mas nem por isso vou tornar uma pessoa ruim. Mesmo assim, infelizmente(ou felizmente) isso me deixa pessimista com tudo.
É aquela coisa, você acreditou tanto em algo ou alguém que quando esse "crer" vira desilusão, você simplesmente fica com os dois pés atrás com tudo. É chato ter que admitir isso, mas eu não acredito mais no amor.
Talvez eu só passe a acreditar quando estiver mergulhada dos pés a cabeça em outra experiência com relacionamentos. Se tiver só a até a cintura ou até mesmo no pescoço, não é amor. É qualquer outra coisa, menos amor. Amor tem que ser por inteiro. 
No momento eu tenho desacreditado menos nessas histórias de alma gêmea. Nem a história do 'pra sempre'  é confiável. Essa ideia pode ser forte demais, mas romântica que sou, acredito muito nisso... 
O problema é que mulher tem mania de criar expectativa, mania de querer fazer tudo pra dar certo para a pessoa supostamente certa. Tá vendo? Bonzinho só se lasca.
O tal do bonzinho se doa, abre mão, muda... E mesmo assim ele termina sendo o ruim da história, não o tal que iludiu. 
Ilusão é punk. É por isso que 'eu te amo' hoje em dia, é mais dito que 'bom dia'. É por isso que vale ser pessimista... Porque no final qualquer coisinha, é lucro! 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

You Rock!

Agora que o carnaval acabou, a intensão é fazer da vida um Rock'n Roll. Se jogar e aumentar a música.
Sabe quando o corpo pede e a mente aceita o desafio?

Quando eu digo em fazer um Rock pra se jogar, é se desligar do mundo e curtir somente o que você tem a curtir. Aquilo que você pode mas não deve. Agora não só pode como deve. Os momentos servem pra isso. Um dia de cada vez, um passo de cada vez...

Fazer Rock todo dia te liberta. E tá me libertando...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Criança - Por Fernanda Mello


Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Aventura

Acontecimento imprevisto, surpreendente. Empreendimento ousado. Acaso, sorte, peripécia. 


A vida é isso aí mesmo. É essa aventura louca para ser vivida. São as ideias imprevisíveis que mudam o seu dia. Se der errado? E daí? Pelo menos você vai ter o gosto de dizer: ”eu fui, eu vivi, eu vi, eu tentei”. Amigas, obrigada pela aventura. De verdade!